quarta-feira, 23 de março de 2011

sem fim.

- Você de novo ?

- sim algum problema?

- não Sr. Mas achei que tanta realidade te mataria..

-não matou.

- o que o Sr deseja?

- esperança,paciência, fé...

-você vai beber tudo sozinho?

-não, estou esperando o motivo.

-a claro Sr...

Eu ergo minha mão enfaixada. o barman parece surpreso.

- realidade de mais?

-sim, a consequência chegou no final. Tivemos um pequeno desentendimento, nada de estranho.

-o sr geralmente gosta de ostentar suas cicatrizes, principalmente quando briga com a consequência.

-não, desta vez acho que não quero cicatrizes.

- aqui esta seu pedido.

-quanto eu devo?

-essas são por conta da casa.

Eu chego em casa, ela não esta tão vazia, ego, consequência e impaciência estão ali.

Eles me encaram, e eu dou as costas.

O ego solta seu sorriso , a impaciência ameaça começar a falar...

-sugiro que não comece agora. As garrafas estão cheias, eu não provei uma gota do que eu trouxe. Ou seja. A ira não desmarcou sua chegada.

A impaciência cala-se o ego esconde seu sorriso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário